domingo, 10 de março de 2019

AGENDAMENTO DE TERMINAIS PARA O CARREGAMENTO DE CONTAINERS DE IMPORTAÇÃO

Sabemos que o custo é determinante na escolha de um terminal para liberar os containers que chegam na importação. No entanto, deve-se levar em conta, também, a qualidade do serviço do terminal, como agilidade nos procedimentos documentais e flexibilidade nos agendamentos de janelas.
Devido ao elevado transit time do transporte marítimo e aos imprevistos que frequentemente ocorrem no processo de liberação de importações, como atraso no envio do BL original, atraso na parametrização ou necessidade de conferência física da carga (canal vermelho), muitas vezes, quando a carga é liberada, o importador já está com estoque baixo, período de armazenagem virando e extrema urgência no recebimento da mercadoria.
É nessas horas que a otimização dos procedimentos do terminal e sua flexibilidade de janelas fazem a diferença.
Sendo assim, para ajudar importadores e despachantes na escolha do terminal para liberação de containers de importação, selecionamos os principais terminais do porto de Santos e descrevemos os procedimentos e características de cada um deles.
Esperamos ajudá-los a tomar sua decisão, de forma a otimizar os custos e os tramites logísticos das suas operações.
Santos Brasil
Pioneiro no uso de grandes tecnologias, este terminal oferece uma grande flexibilidade de janelas, sendo possível já conseguir uma grade para carregamento cerca de 2 horas depois de tudo liberado. Oferece janelas 24 horas.
Procedimentos: a transportadora deverá efetuar o upload documental no site do terminal e, caso não conste nenhuma pendência, o processo é liberado para registro e posterior agendamento. Como o registro é online, o motorista necessita se apresentar no terminal apenas com a xerox dos documentos ( NF, D.I, ICMS E GARE, BL).
Brasil Terminais Portuários (BTP)
Terminal que também oferece grande flexibilidade de janelas, sendo possível agendar em poucas horas após tudo liberado. Oferece janelas 24 horas.
Procedimentos: mesmo procedimento da Santos Brasil.
DP World (antiga Embraport)
Fechando os considerados 3 melhores terminais do nosso porto, a DP World, também conhecida como Embraport, segue a mesma linha dos terminais Santos Brasil e BTP, com grande flexibilidade de janelas e contando com tecnologias consideradas de primeiro mundo. Oferece janelas 24 horas.
Procedimentos: mesmo procedimento de Santos Brasil e BTP.
Marimex / Ecoporto / Bandeirantes
Nesses terminais, a transportadora conseguirá janela para carregamento somente 24 horas depois do desembaraço, ou seja, somente para o dia posterior à liberação do processo. Além dessa dificuldade, as grades disponíveis dependem muito do fluxo de carregamento do dia: algumas vezes se consegue janela na madrugada, sendo possível amanhecer no cliente; outras vezes, somente para o período da tarde ou noite, atrasando a entrega no cliente.
Nesses três terminais, o horário máximo para agendamento é até as 19 horas. Após este horário, a transportadora só conseguirá janela para dois dias depois. Por exemplo: após as 19 horas de segunda feira, o sistema desses terminais somente disponibiliza janelas a partir da meia noite de quarta feira.
Procedimentos
Marimex: nesse terminal, o upload documental é efetuado pelo próprio despachante, e a transportadora já recebe os documentos liberados para agendamento. O motorista deverá se apresentar no terminal com os documentos assinados e com o BL Original. Possui janelas de segunda às 6 horas até sábado de manhã. Sábado à tarde e domingo não há disponibilidade de janelas.
Bandeirantes: após tudo liberado por parte do despachante, o mesmo vincula a transportadora responsável pelo carregamento, que já consegue visualizar o processo em seu sistema para realizar o agendamento. O motorista deverá se apresentar no terminal com os documentos assinados e com o BL Original. Possui janelas 24 hrs de segunda a sexta feira, e sábado até o período da tarde. Algumas vezes, são disponibilizadas janelas para domingo de manhã.
Ecoporto: após tudo liberado por parte do despachante, o mesmo vincula a transportadora responsável pelo carregamento, que já consegue visualizar o processo em seu sistema para realizar o agendamento. Nesse terminal, é necessário que a transportadora faça o upload documental. O motorista deverá se apresentar no terminal com os documentos assinados e com o BL Original, além de precisar ter uma cópia legível de seus documentos pessoais (CHN e documentos do veículo). Possui janelas 24 horas de segunda a sexta feira, e sábado até o período da tarde. Algumas vezes, são disponibilizadas janelas para domingo de manhã.
Vale ressaltar que mudanças nos procedimentos de cada terminal são frequentes, e os procedimentos acima descritos podem mudar repentinamente, seja por melhorias de processos, seja por redução de custos dos terminais.
Por fim, é importante possuir uma boa negociação comercial, pois empresas que têm uma boa parceria com terminais conseguem agilizar processos e antecipar seus carregamentos.

Por Diego GarciaDa RodoQuick, em Santos - 27/11/2018 - Edição 034

domingo, 4 de novembro de 2018

TRANSPORTE DE CONTAINERS – COMO MONTAR UMA EQUIPE DE AUTÔNOMOS DE QUALIDADE

No artigo anterior, falamos sobre as vantagens e desvantagens de se trabalhar com uma frota terceirizada. Neste, vamos falar sobre como montar uma equipe de autonomos de qualidade.
A forma como o programador lida com os carreteiros autônomos que compõem a frota da transportadora é metade do trabalho para construir um grupo de motoristas competentes e de confiança. Para estabelecer uma relação de parceria, respeito e fidelidade, o operacional deve ser claro, transparente e flexível. 
Clareza, firmeza e objetividade são necessárias para transmitir todas as informações pertinentes ao frete para o caminhoneiro de forma rápida e precisa, de forma a minimizar margens para dúvidas e necessidade de renegociações das condições após iniciada a operação. Além disso, flexibilidade social faz-se necessária, pois, como qualquer ser humano, cada caminhoneiro possui um perfil comportamental: alguns são mais ponderados e racionais, outros são temperamentais e imediatistas, possuindo cada um sua particularidade, que deve ser respeitada para manter um nível de relacionamento profissional positivo, de forma a tornar a operação de transporte mas fluida e menos estressante para todos. 
Por falar em “stress”, esse é um ponto importante. Um carreteiro menos estressado é um carreteiro pré-disposto a atender as demandas da transportadora e do importador/exportador, entendendo possíveis imprevistos que ocorrem no dia a dia das operações e tendo mais chances de ser “fidelizado”. Afinal, trabalhar com quem conhecemos é sempre melhor do que com desconhecidos. 
Com a tecnologia, a comunicação também ficou mais ágil e fácil, sendo muito comum a utilização de WhatsApp para troca/registro de mensagens e envio de fotos (com números de containers, placas de veículos e lacres), e até mesmo para descontrair em certos momentos. Dessa forma, podemos ter uma noção melhor de convivência e conhecer os motoristas, estreitando a relação transportadora-carreteiro, que é importante na identificação de problemas e elaboração de suas soluções.
Por último, mas não menos importante, podemos citar o controle. É importante manter um histórico de transportes realizados com cada motorista, onde constem registros de quantos fretes ele fez, quantos imprevistos ocorreram, quanto é o desvio de frete (quanto a mais ou a menos ele aceita do que geralmente é oferecido), traços marcantes e evidentes de personalidade, rotas que fez pela empresa, etc. Esses registros ajudarão muito na busca de um autônomo adequado para cada tipo de operação e na seleção dos melhores para composição da equipe de motoristas da transportadora.
Colocando em prática essas ideias, a possibilidade de formar um grupo de carreteiros competentes é consideravelmente alta, pois consegue-se separar motoristas ruins, que não cumprem horários acordados e não atendem as demandas da empresa, dos motoristas bons e competentes, que são conhecidos, confiáveis e fáceis de se trabalhar.

Por Gustavo TischerDa RodoQuick, em Santos - 23/07/2018 - Edição 033

sábado, 21 de julho de 2018

Instrumentos International 9800i

Old School ou raiz, esse é o termo adotado para esses belos instrumentos...


Termômetro, Pressão do óleo, voltímetro, pressão do ar e nível de combustível.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

TRANSPORTE DE CONTAINERS – FROTA TERCEIRIZADA – VANTAGENS, DESVANTAGENS E CONSIDERAÇÕES

A frota de caminhões é algo crucial em uma empresa de transporte de containers. Consequentemente, o cuidado com os veículos e com os motoristas que rodam nas estradas é fundamental. Porém, dispender de frota própria é demasiado caro financeira e logisticamente para empresas que comportam operações de pequeno e/ou médio porte, e não tem volume suficiente para garantir que o veículo esteja sempre rodando. Para essas transportadoras, a terceirização surge como a principal saída.
Transporte de container - Frota de caminhões
A terceirização é uma prática onde uma empresa transfere atribuições para mão de obra vinda de fora da sua estrutura organizacional, ou seja, a empresa contrata outra empresa que detém a mão de obra e os recursos para realização de um trabalho, realizando tarefas em prol da organização contratante. Os benefícios são a desburocratização dos serviços prestados e a redução de investimentos, custos e quadro de funcionários. No ramo de transporte de containers, a contratação de motoristas autônomos (também chamados de terceiros) é a única alternativa rentável para empresas de pequeno porte. E, na verdade, quando se tem sucesso em formar uma equipe de autônomos realmente boa, trabalhar com frota terceirizada pode ser muito melhor do que com frota própria, não incorrendo em ativos imobilizados nem em passivos trabalhistas. Além disso, caso a qualidade de algum fornecedor caia, o mesmo pode ser facilmente substituído.
No entanto, montar esse time não é uma tarefa fácil, e a terceirização do transporte de containers também apresenta seus obstáculos. O fato de ter que lidar com diferentes motoristas, os quais também lidam com diversas transportadoras, não permite padronização da frota (caminhões não são adesivados com logo da empresa, e encontram-se em diferentes estados de conservação), nem padronização do funcionário (motoristas sem uniforme da transportadora e com diferentes hábitos), e acarreta prejuízo na comunicação e dependência da transportadora em relação aos carreteiros autônomos. Para lidar com essas diferenças, o programador de frota da transportadora precisa ser dinâmico e socialmente habilidoso.
No nosso próximo artigo, vamos falar sobre a relação programador de frota e caminhoneiro autônomo, e quais os requisitos fundamentais para que se monte uma equipe de motoristas terceirizados para realizar transporte de containers com excelência e confiabilidade.

Por Gustavo TischerDa RodoQuick, em Santos - 15/05/2018 - Edição 032

sábado, 19 de maio de 2018

TRANSPORTE DE CONTAINERS EM SANTOS - TERMINAIS DE CONTAINERES VAZIOS

No porto de Santos, segundo a CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo), existem 55 terminais marítimos e retroportuários. Dentre eles, estão os terminais de vazios, ou depots, como também são conhecidos.
Os terminais de vazios são os responsáveis por receber e armazenar, com a autorização do armador (dono do navio), o container, que lhes é entregue pela transportadora após a finalização de um processo de importação.
Como já falado no artigo Devolução de Containers Vazios, o local de devolução da unidade vazia é designado de acordo com as instruções passadas pelo armador à transportadora e depot. No que envolve o porto de Santos, as cidades para as quais os containers são redirecionados são: Santos, Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande.
Na maioria dos casos, a devolução é designada para os terminais de Santos, pois é onde se concentram a maioria dos depots. No entanto, a devolução pode ser realizada nas outras cidades, incidindo alguns custos adicionais, sejam eles por conta da distância em relação à cidade de Santos, sejam pela incidência de pedágios no trajeto até o depot. Como exemplo, podemos citar as devoluções no Guarujá, nas quais o veículo precisa deslocar-se um adicional de 70 km, além de passar por uma praça de pedágio.
Dentre os principais depots de containers vazios, podemos citar:
Terminais de Containers em Santos: Atlantis, Libra Depot, Dínamo, Fassina Alemoa, Depotrans, MDlog, Transtec World, Hipercon, TCA, dentre outros.
Terminais de Containers no Guarujá: A segunda cidade que mais recebe devolução de containeres vazios. Lá é onde estão situados os terminais da Conlog, Rochalog, Fassina Guarujá e Cortês.
Terminais de Containers em Cubatão: a 20km de Santos, na cidade de Cubatão, encontram-se os depots: Elog, Depotce e Cesari.
Terminais de Containers em São Vicente: Tecnitainer e MDLog.
RodoQuick Transportes, assim como a maioria das transportadoras de Santos, possui cadastro e relacionamento com os principais terminais da região, atendendo aos seus clientes onde quer que eles precisem. Em caso de necessidade, estamos à disposição!

Por Nicholas AndrewDa RodoQuick, em Santos - 11/04/2018 - Edição 031

quinta-feira, 3 de maio de 2018

TRANSPORTADORA DE SANTOS - O QUE É LAVAGEM?

Alguns tipos de mercadorias, que são transportadas em containers, liberam substâncias, odores ou até pó, e acabam por sujar a unidade.
No momento da devolução do container vazio ao terminal, um conferente realiza uma avaliação no interior do container para julgar se o mesmo precisa de uma limpeza antes de finalizar a devolução. Essa limpeza é o que chamamos de lavagem.
A lavagem é dividida em dois tipos: Lavagem simples e lavagem química.
Lavagem simples: Consiste na limpeza de sujeiras como poeira, restos de papel e fitas. A cobrança desse serviço gira em torno de R$120,00 a R$200,00, dependendo do terminal.
Lavagem química: consiste na higienização de um container que possua odores fortes (como peixe) ou manchas de produtos químicos (como óleo), por exemplo. Por ser um serviço mais complexo que a lavagem simples, o valor cobrado é de R$180,00 a R$400,00, variando entre os terminais.
A cobrança da lavagem é feita integralmente pelo terminal e repassada diretamente para a transportadora que realizou o transporte do container, que deve repassar ao importador. A lavagem precisa ser feita obrigatoriamente e a unidade vazia não poderá ser entregue até que o importador pague o serviço. Dessa modo, o terminal faz com que a transportadora fique com o caminhao parado, com o container em cima, sem poder utilizar o veículo para outros serviços e, consequentemente, sem gerar receita. Essa é uma forma que os terminais encontram para forçar a transportadora a pressionar o importador para que realize o pagamento do serviço o quanto antes, evitando desgaste direto terminal / importador.
Em poucos casos, quando a unidade não se encontra de fato suja e a cobrança tenha sido feita de maneira equivocada (ou até abusiva), é possível solicitar a revisão da cobrança e, por consequência, a isenção da taxa de lavagem.
Logo após tudo solucionado, a operação pode seguir normalmente e, então, é emitida a minuta de devolução, documento que comprova a devolução do container vazio, suas condições (limpeza e eventuais avarias) e o término da operação!
Nota: o comprovante de devolução do container (EIR – Equipment Interchange Receipt) é de extrema importância, pois registra a data da devolução, evitando cobranças posteriores de demurrage e detention por parte do armador.

Por Nicholas Andrew
Ed. 030